sábado, 24 de setembro de 2011

Alexis de Tocqueville

Tocqueville:

"A Democracia amplia a esfera de liberdade individual (dizia ele em 1848) o socialismo retringe-a.
A Democracia atribui a cada homem o valor máximo, o socialismo fez de cada homem num mero agente, um simples número. Democracia e Socialismo nada têm em comum excepto uma palavra: igualdade. Mas observa-se a diferença, enquanto a democracia procura a igualdade na liberdade, o socialismo procura a igualddade na repressão e servidão.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Fight of the century: Keynes vs Hayek



Este vídeo mostra algumas das diferenças entre Keynes e Hayek. Uma boa forma de familiarizar as pessoas menos informadas, iluminando-as de uma forma musical e divertida o impacto destes dois pensadores  na vida política e económica do mundo actual.

domingo, 11 de setembro de 2011

Teatro dos charlatães –XVIII Congresso Socialista

Como de habitual os socialistas, durante os seus espectáculos, gostam de referir vezes sem conta o quão abertos e autónomos são os membros do partido, é tão forçado, que qualquer pessoa que apareça a falar para a televisão faz questão de salientar todo o pluralismo, e debate político e intelectual que existe no partido.
Joseph Goebbels dizia que uma mentira muitas vezes dita se torna verdade.
Qualquer pessoa instruída que tenha perdido algum tempo a estudar, percebe que se trata de uma farsa ou “publicidade enganosa”. Está no ADN dos partidos socialistas passarem a sua mensagem estrategicamente ao exterior criando uma voz única falada por todos, independentemente da sua veracidade ou responsabilidade, o que interessa é a vitória política. Espelho do que eu estou a dizer é a questão do tecto à divida pública na Constituição, outro momento que completa toda a situação teatral. Os repórteres perguntaram vezes sem conta a várias figuras do partido qual era a sua opinião e todos eles respondiam dizendo que não concordavam.
O único que teve coragem, de se explicar foi o senhor Vitalino Canas que dizia: “Como podemos inconstitucionalizar uma dívida que numa situação “extraordinária” não é possível controlar”, pelo menos valeu a coragem.
Então a Europa não é uma das bandeiras do partido socialista? Então não foi o senhor Sócrates que publicou e cansou, pelo espectacular tratado de Lisboa? Por um lado somos pró-Europa, e quando a Europa se mexe toda no sentido de constitucionalizar um limite à divida em todos os estados soberanos? Vamos saltar do barco da Europa unida?
“-Ahh não! Eles não sabem, mas eu sei que é difícil controlar a dívida em situações extraordinárias e não se pode ilegalizar algo que não é possível controlar.” Se fossem um pouco mais honestos diziam: “O quê, impor limites ao Estado na constituição, está tudo doido?” Esta mentira fabricada pelo Vitalino transporta uma clareza que me ilumina.
É verdade, eles não podem aceitar algo desse género porque a doutrina e a ideologia destes senhores não lhes permite, para além de que não podem aceitar algo que irá expor a culpa do antigo governo socialista nesta profunda crise em que Portugal está mergulhado, pois isso também pressuporia um pedido de desculpas ao povo português e assumir a responsabilidade de um erro caríssimo. Mas ao invés disso dizem:
“Apoio totalmente o Seguro na mudança radical no partido, é necessário mudar e acompanhar a sociedade”… “o senhor Sócrates fez um óptimo trabalho pelo país.”
Palmas!!!
Claro que eles vão aceitar fazer a mudança na constituição, a realidade conjuntural dita que eles o façam, e eles irão fazê-lo! A questão está em como vão fazer? Só irão aceitar se forem obrigados e não porque é o mais certo.
Temos que impor um limite na dívida pública e um limite a estes homens que nos governam, é por isso que a Constituição existe, para defender os cidadãos do poder estatal e de homens como o Vitalino Canas que acham que não é possível controlar a divida, temos que ilegalizar os gastos astronómicos do estado que prejudica a vida de todos os cidadãos e culpabilizar aqueles que não assumem a responsabilidade individual.
Por isto e por todas as outras catástrofes políticas do nosso antigo primeiro-ministro, eu peço-vos que subscrevam esta petição, desmascarem o charlatão, se os agentes políticos não querem, que seja o cidadão português pois é ele que sofre com este desastre de 6 anos de governação socialista.

http://www.peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=P2011N9288

sábado, 10 de setembro de 2011

sábado, 3 de setembro de 2011

"O homem correio"


 A notícia é da televisão portuguesa, e passou-se algures no norte interior do nosso país... Fiquei tão estupefacto com a situação que não fixei o nome do local. Um posto de correio, numa pequena vila de 300 habitantes, tinha acabado de ser encerrado.
Estes habitantes estavam tão indignados e “desesperados” com tal acontecimento que decidiram fazer um protesto à frente do posto. Falaram uns quantos velhinhos, por quem eu tenho o maior respeito, e no final, de tais intervenções, apareceu um senhor, o “master mind” por detrás deste alarido, o membro da assembleia da tal freguesia, a representar não a freguesia mas o partido comunista português.
Procuro não só criticar este senhor e toda a organização a que ele pertence mas também denunciar a falta de responsabilidade dos centralizados partidos de poder que se preocupam tanto com os pequenos interesses que as cidades oferecem que acabam perdendo o seu norte institucional e político.
Neste momento de grande dificuldade, este senhor aproveitou a situação para fazer o seu brilharete; “ignorância é felicidade” - é o que se diz, não é?
Eis o polvo comunista, aquele que um tal sr. Gramsci tão astutamente preconizou! Este “aparachik” do Partido (o Único, aquele que, quando tomar o poder, acabará com os outros, os partidos da burguesia, para iniciar a ditadura do proletariado....) fez exactamente o que precisava de fazer, aproveitou-se da situação e envenenando esta comunidade com a inveja e o protesto, convenceu um grupo de idosos a protestar contra a única solução possível, o dito encerramento; e é triste ver tanta manipulação, já que o senhor do Partido sabe que outra solução estatal não existe, pela simples razão de não haver dinheiro para pagar tanta despesa... Mas, mesmo assim, há que aproveitar a situação, é preciso usar todos os motivos de mal-estar para criticar o novo governo de direita, o inimigo do povo.
Mas na aldeia está só este senhor comunista; deveria estar alguém ligado aos grandes partidos, a dar a cara, a apoiar e organizar estas comunidades, a estimular uma cultura de responsabilidade individual e colaboração social.
Uma solução possível, mas que exige algum esforço e inciativa – em vez de protestos e lamúrias – poderia ser: nomear um “correio”, alguém da aldeia que poderia ir uma ou duas  vezes por semana  ao posto de correio mais próximo, para levar as cartas a remeter e trazer as cartas recebidas; todos contribuíam com uma pequena quantia, e problema estaria resolvido... Esta solução podia ter sucesso, e se fosse divulgada na televisão, faria o país sentir-se orgulhoso das suas comunidades, e não deprimido com tanto protesto inútil. Criava-se também um bom exemplo, um precedente positivo para situações semelhantes que venham a afectar outras comunidades que ficassem sem o seu antigo posto de correio.
É para criar soluções que os autarcas – e este senhor comunista também - são eleitos! Mas o Partido manda outra coisa – que eles aproveitem estas dificuldades para aumentar os protestos! Quanto pior, melhor.