domingo, 11 de setembro de 2011

Teatro dos charlatães –XVIII Congresso Socialista

Como de habitual os socialistas, durante os seus espectáculos, gostam de referir vezes sem conta o quão abertos e autónomos são os membros do partido, é tão forçado, que qualquer pessoa que apareça a falar para a televisão faz questão de salientar todo o pluralismo, e debate político e intelectual que existe no partido.
Joseph Goebbels dizia que uma mentira muitas vezes dita se torna verdade.
Qualquer pessoa instruída que tenha perdido algum tempo a estudar, percebe que se trata de uma farsa ou “publicidade enganosa”. Está no ADN dos partidos socialistas passarem a sua mensagem estrategicamente ao exterior criando uma voz única falada por todos, independentemente da sua veracidade ou responsabilidade, o que interessa é a vitória política. Espelho do que eu estou a dizer é a questão do tecto à divida pública na Constituição, outro momento que completa toda a situação teatral. Os repórteres perguntaram vezes sem conta a várias figuras do partido qual era a sua opinião e todos eles respondiam dizendo que não concordavam.
O único que teve coragem, de se explicar foi o senhor Vitalino Canas que dizia: “Como podemos inconstitucionalizar uma dívida que numa situação “extraordinária” não é possível controlar”, pelo menos valeu a coragem.
Então a Europa não é uma das bandeiras do partido socialista? Então não foi o senhor Sócrates que publicou e cansou, pelo espectacular tratado de Lisboa? Por um lado somos pró-Europa, e quando a Europa se mexe toda no sentido de constitucionalizar um limite à divida em todos os estados soberanos? Vamos saltar do barco da Europa unida?
“-Ahh não! Eles não sabem, mas eu sei que é difícil controlar a dívida em situações extraordinárias e não se pode ilegalizar algo que não é possível controlar.” Se fossem um pouco mais honestos diziam: “O quê, impor limites ao Estado na constituição, está tudo doido?” Esta mentira fabricada pelo Vitalino transporta uma clareza que me ilumina.
É verdade, eles não podem aceitar algo desse género porque a doutrina e a ideologia destes senhores não lhes permite, para além de que não podem aceitar algo que irá expor a culpa do antigo governo socialista nesta profunda crise em que Portugal está mergulhado, pois isso também pressuporia um pedido de desculpas ao povo português e assumir a responsabilidade de um erro caríssimo. Mas ao invés disso dizem:
“Apoio totalmente o Seguro na mudança radical no partido, é necessário mudar e acompanhar a sociedade”… “o senhor Sócrates fez um óptimo trabalho pelo país.”
Palmas!!!
Claro que eles vão aceitar fazer a mudança na constituição, a realidade conjuntural dita que eles o façam, e eles irão fazê-lo! A questão está em como vão fazer? Só irão aceitar se forem obrigados e não porque é o mais certo.
Temos que impor um limite na dívida pública e um limite a estes homens que nos governam, é por isso que a Constituição existe, para defender os cidadãos do poder estatal e de homens como o Vitalino Canas que acham que não é possível controlar a divida, temos que ilegalizar os gastos astronómicos do estado que prejudica a vida de todos os cidadãos e culpabilizar aqueles que não assumem a responsabilidade individual.
Por isto e por todas as outras catástrofes políticas do nosso antigo primeiro-ministro, eu peço-vos que subscrevam esta petição, desmascarem o charlatão, se os agentes políticos não querem, que seja o cidadão português pois é ele que sofre com este desastre de 6 anos de governação socialista.

http://www.peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=P2011N9288